Top Gear (SNES)

segunda-feira, 24 de julho de 2017 Postado por P.A.


Gênero: corrida


Fabricante: Gremlin Graphics


Lançamento: 1992


Jogadores: 1-2 player versus





Top Gear (ou Top Racer no Japão) foi um jogo de corrida produzido pela Gremlin Graphics e lançado pela Kemco em 1992.
Muitos o consideram como sucessor espiritual do Rad Racer lançado para Nintendinho 8-bits em 1987 pela Square, o que não faz muito sentido já que eles não tem praticamente nada em comum. Rad Racer era muito mais parecido com outro clássico do concorrente: Out Run!
Top Gear na verdade é um primo de terceiro grau da série Lotus lançada pros computadores Amiga. Série esta que também foi lançada pela Gremlin Graphics... Basta ouvir a trilha sonora dos dois jogos e constatar que eles apenas pegaram as músicas do Lotus e deram uma repaginada para o jogo do Super Nintendo!

Como um jogo de corrida seu objetivo é ficar entre os primeiros e se tornar o campeão mundial correndo por pistas em diversos países.
Antes de começar sua trajetória, você pode dar um nome ao piloto; escolher a configuração dos botões; escolher a transmissão MANUAL ou AUTOMÁTICO e principalmente, escolher entre quatro carros diferentes; cada qual com sua característica. As características afetam o desempenho dos carros, variando em termos de aceleração, velocidade máxima, aderência dos pneus e consumo de combustível.

São quatro opções, mas você sempre vai escolher o carro branco!

Os comandos são básicos: um botão acelera, outro freia e um terceiro botão é o Nitro (três por corrida apenas). Caso escolha pra mudar as marchas manualmente, o L/R vão ser os botões para isso.
Além disso, na tela inicial você escolhe a dificuldade do jogo que é dividida em AMATEUR, PROFESSIONAL ou CHAMPIONSHIP.

O jogo possui 32 pistas espalhadas pelos continentes do globo, mas pra você não ter que jogar tudo de uma única vez, Top Gear possui um sistema de passwords que surge conforme você vai se classificando nos campeonatos. Os passwords mudam de uma dificuldade pra outra...
O mínimo que você precisa fazer pra se classificar é terminar as corridas em quinto e ficar pelo menos em terceiro na classificação geral do campeonato... Se ficar abaixo disso é Game Over!

Uma coisa à se estranhar ao jogar Top Gear pela primeira vez é sua tela dividida, como se estivesse jogando com um amigo, mesmo quando não está.
Particularmente acho isso um ponto falho, já que por mais que a tela de baixo sirva pra você bloquear seu rival - mesmo ele sendo controlado pela máquina - não havia necessidade de ficar a tela dividida quando se está jogando sozinho. E os produtores devem ter percebido isto, já que os jogos seguintes não possuíam mais a tela dividida e nem o seu principal rival controlado pela máquina.
Uma característica muito legal da série é o Pit Stop, que dava um ar de realismo à série mesmo numa época mais simples. Não haviam muitos jogos nos anos 90 que se preocupavam em dar o realismo do combustível nos jogos de corrida...
Por isso é importante calcular bem a volta e o quanto o carro escolhido gasta de combustível. Se ele bebe mais que aquele seu tio alcoólatra que faz a piadinha do pavê nas festas em família, você tem que tomar cuidado pra não ficar no meio da pista sem combustível.

Como eu disse anteriormente, você sempre tem um rival que fica na tela de baixo, mas ele não é o seu concorrente mais difícil, já que ele sempre pega um carro gastão e por diversas vezes ele acaba ficando parado no meio da pista sem combustível. O único concorrente que realmente vai te dar trabalho é Ritchie... E não é por acaso, esse piloto recebeu o nome de um do programadores do game (Ritchie Brannan) e de todos os carros controlados pela máquina ele é o único que pode realmente te dar trabalho, principalmente na dificuldade mais alta.
O que dificulta um pouco é que só você e o seu rival da tela de baixo são obrigados a parar no pit stop abastecer. Os demais carros nunca param e por isso em dificuldades mais altas você pode ter trabalho pra vencê-los... Mas em contraponto à isto, você é o único corredor à ter os Nitros a disposição.

Graficamente Top Gear ainda é muito bonito, mesmo para os dias de hoje. Cenários e pistas são bem feitos e detalhados, com carros bem grandes na tela. Infelizmente, todos os carros adversários são idênticos variando apenas as cores. Os únicos carros diferentes são os quatro carros que você pode escolher pra controlar.
Vale lembrar que os quatro carros disponíveis pra escolher são baseados em modelos reais! Curiosamente o carro da capa do jogo não é nenhum deles e sequer existe no jogo...

Além disso, ás vezes aparecem alguns balõezinhos durante as corridas com falas (dependendo do que você faz), dando um tom mais cômico ao jogo. Por exemplo, se você fica batendo repetidamente em algum carro surge um balãozinho com a frase "Are you blind? Get outta my way!!!"...

O charme das corridas noturnas...

Talvez o grande destaque de Top Gear seja sua trilha sonora. O jogo possuí apenas quatro músicas, mas todas elas são muito marcantes e por mais que fiquem se repetindo, parecem não enjoar... Todo mundo que jogou Top Gear guarda com carinho na memória suas músicas. Os efeitos sonoros também cumprem bem seu papel, como o barulho de aceleração dos carros ou os pneus derrapando.

Por incrível que pareça, o jogo não fez tanto sucesso assim em outros países se tornando um clássico apenas aqui no Brasil. Em muitos TOPs gringos o jogo sequer é mencionado...



NOTA FINAL: 8,5
TOP GEAR É UM JOGO  FÁCIL DE SER JOGADO POR QUALQUER UM E AINDA TEM CARACTERÍSTICAS BEM INTERESSANTES, ALÉM DE UMA TRILHA SONORA VICIANTE QUE O ETERNIZOU COMO UM CLÁSSICO, PELO MENOS PRA NÓS BRASILEIROS!
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Piores capas de jogos! [36]

quarta-feira, 29 de março de 2017 Postado por P.A.

Feliz ano novo amigos! O carnaval passou e agora nosso grandioso e belo país pode começar a 'funcionar' de fato... Não que as coisas funcionem por aqui, mas acho que me fiz entender.
Fazia mais de um ano que eu não postava outra parte da nossa magnífica série das piores capas. E isso se deve ao fato de que eu demoro demais pra atualizar o blog, porque assim como nosso país, as coisas não funcionam por aqui!
Prova disso, é que essa postagem deveria ter saído no final de fevereiro, mas ela só saiu agora no final de março...


Donkey Kong - Atari
Donkey Kong foi um clássico dos fliperamas que foi convertido para todas as plataformas possíveis!
Cada plataforma tinha sua capa, eu inclusive já mostrei aqui a capa da versão pra Intellevision, onde o Jumpman foi transformado no Superman e o gorila numa aberração raivosa e mortal!
Na capa do Atari, Jumpam é um rapazinho esquisito - fiel ao jogo, de fato - e Donkey Kong é um gorila feliz se serelepe que sequestra loirinhas com braço de borracha e que tem desmaios súbitos enquanto são raptadas. Mas oras, não podemos culpar a pobre moça por isso, afinal cada um reage de uma maneira a um sequestro! 


Renegade - Commodore
Renegade é um beat 'em up dos anos 80 e como tal, você controla um maluco fortão que saí pelas ruas descendo a porrada em todos os estereótipos que os produtores conseguiam colocar no jogo.
E a pichação no muro com o desenho da caveira do Seu Madruga já anunciava o que nosso herói iria encontrar... E vocês sabem o que ela quer dizer não sabem? PRE-RI-GO!
E nada mais perigoso que estar andando pelas ruas e dar de cara com um ninja e a versão drag queen da Ana Maria Braga!  


Mega Man 4 - NES
Novamente marcando presença em capas escrotas esta nosso querido robozinho azul. É nítido que depois do Mega Man 3, as capas começaram a melhorar... Mas não o bastante!
É preocupante ver como Saturno está perto do nosso planeta a ponto de ser visto a olho nu, e isso sem falar no céu em chamas. Alguma merda muito grande tá acontecendo!
Pior que isso só mesmo o robô gigante em cima do telhado...
UM ROBÔ GIGANTE EM CIMA DO TELHADO!!!
O que é bizarro, já que os robôs do jogo não tem forma de Megazord, sendo todos do tamanho normal. Mas o da capa consegue ser maior que o prédio.
Vale notar também a total desatenção do Mega Man com o robô gigante em cima do telhado que esta atirando em sua direção, e pela imagem, tudo indica que vai lhe acertar um tiro em seu ânus robótico.
As versões europeias finalmente pararam de fazer nosso robozinho azul com partes de alumínio, sendo praticamente idênticas às capas americanas.
A única mudança é no feição do personagem: na americana Mega Man esta alucinado e com cara do maníaco do parque, enquanto na europeia Mega Man parece deprimido, com um misto de sofrimento e desespero em seu rosto. E sabe-se lá porque, essa diferença entre capas apenas na feição foi mantida nos jogos seguintes também.


Super Soccer - SNES
A velha frase "seu passado te condena" realmente é verídica... Quem diria que o empresário bem sucedido e hoje atual presidente norte-americano, Donald Trump, já se sujeitou a posar para ser goleiro numa capa de um jogo do Super Nintendo?
Até na capa do jogo ele está com essa coloração laranjada típica dele... Realismo total!


Touch Detective 2 1/2 - Nintendo DS
Se você, assim como eu, nunca jogou Touch Detective, eu imagino que depois de ver a capa você tenha menos vontade ainda de jogar. Ou não, depende da sua orientação sexual...
E eu estou me referindo à um dos personagens do jogo que é bem bizarro. Não sei se sou apenas eu e minha mente poluída, mas assim que bati o olho na capa já achei esse carinha bem estranho...
Afinal, o que CARALHOS (literalmente)  é isto?


E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos!
As outras edições:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
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Parte 8
Parte 9
Parte 10
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Parte 31
Parte 32
Parte 33
Parte 34
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Pokémon Red / Blue (Game Boy)

domingo, 22 de janeiro de 2017 Postado por P.A.

Gênero: RPG

Fabricante: Nintendo / Game Freak

Lançamento: 1996

Jogadores: 1-2 players



Pode um jogo (ou dois, neste caso) mudar o rumo e aumentar exponencialmente as vendas de um videogame? A resposta já nos foi dada pelo Game Boy. O portátil sempre foi um sucesso de vendas e crítica desde seu lançamento, mas é nítida a diferença de vendas do Game Boy antes do lançamento dos jogos da franquia Pokémon e depois. Os jogos rapidamente se tornaram uma febre mundial, e quem ainda não tinha um Game Boy, ganhou um motivo pra ter um!

Lançado em fevereiro de 1996 no Japão, Pokémon recebeu duas versões: Red e Green. No final do mesmo ano, a versão Green foi substituída pela versão Blue, que trazia algumas melhorias gráficas (mínimas) e correções de bugs e glitches da versão verde. Dois anos mais tarde, Red e Blue foram lançados no resto do mundo, enquanto Green ficou restrito apenas ao Japão.

No jogo, nós entramos na pele de um adolescente que sai pelo mundo caçando e treinando pokémons dos mais variados tipos, com o objetivo de lutar contra os oito líderes de ginásio para ganhar suas insígnias e com isso, conquistar o direito de batalhar contra a Elite Quatro - que é formada pelos quatro melhores treinadores do mundo - para se tornar o campeão e Mestre Pokémon.
Logo no início do jogo você é apresentado ao professor Oak (Carvalho, por aqui) e ele lhe dará o direito de escolher seu primeiro Pokémon para iniciar sua jornada: Charmander (fogo), Bulbassauro (planta) e Squirtle (água) são os três pokémons que você tem pra escolher e depois que você escolher um, o neto do professor (e seu rival no jogo) escolherá outro.

A decisão mais difícil na vida de um garoto!

O professor também lhe dará uma poké-dex, que nada mais é que uma enciclopédia que registra dados de todos os pokémons que você capturar. E essa se torna sua missão secundária no jogo, não sendo obrigatória para finalizá-lo. Apenas algo para massagear seu ego e fazer o professor Carvalho feliz!
Pokémon Red/Blue estabeleceu padrões para a série que são mantidos até hoje. Lutar contra líderes de ginásio pra desafiar a Elite Quatro e tentar completar a poké-dex servem de plot para todos os jogos da franquia...

Naquela época, muitos se perguntaram por quê a Nintendo lançou duas versões de um mesmo jogo? Para ganhar mais dinheiro, óbvio. E deu muito certo, tanto que a série vem se mantendo assim até os tempos atuais...
Basicamente a única diferença é a localização dos pokémons nas graminhas e a exclusividade de alguns pokémons para cada versão. Sendo assim, para completar a poké-dex, você precisava trocar pokémons com algum amigo que tivesse uma versão do jogo diferente da sua. Ou então comprar as duas versões e ter dois Game Boys para trocar consigo mesmo e mostrar pra todo mundo como você é um nerd solitário que completou a poké-dex comprando dois jogos 'iguais'...

O que mais chamou atenção no jogo na época era seu gameplay. Geralmente em RPG's seu personagem é quem luta e sobe de nível, mas em Pokémon você tinha que capturar monstrinhos que seriam usados para batalhas e treinados para aprender novas habilidades e evoluir.
E o jogo te proporciona duas alegrias muito grandes: quando você encontra e captura um pokémon que você ainda não tinha e quando você esta treinando seu pokémon e ele evoluiu... DO NADA. Naquela época não tínhamos acesso a tantas informações, e quando estávamos jogando pela primeira vez não sabíamos qual nível o pokémon iria evoluir... Era sempre uma surpresa e sem dúvidas uma satisfação muito grande!

Para capturar os pokémons é necessário enfraquecê-los, usar golpes que afetavam o status era de muita ajuda também. É sempre recomendado paralisar ou fazer o pokémon selvagem dormir antes de gastar uma poké-bola.
Você só pode levar seis pokémons; se já estiver com seis e capturar outro, ele automaticamente é enviado pro BOX do seu PC. Se todos os seus seis pokémons desmaiarem você volta no último centro pokémon que visitou, mas com metade do dinheiro.
Uma coisa ruim desse jogo e que foi corrigida em versões futuras, era que se o BOX estivesse cheio você era impedido de capturar mais pokémons, até que trocasse para um BOX vazio. O problema era quando você estava numa caverna e encontrava aquele pokémon que ainda não tinha e quando ia tentar capturá-lo recebia a mensagem que o BOX estava cheio!

Cada pokémon só pode aprender quatro golpes e aqui vem outra coisa ruim do jogo. Sempre que um pokémon aprende novos golpes você é avisado e pode apagar um antigo para ensinar o novo, porém você nunca sabe o que cada golpe realmente faz, até usá-lo em batalha, o que pode ser frustrante. O mesmo ocorre com os TM's e HM's (itens que ensinam golpes aos pokémons). Várias vezes exclui alguns golpes para ensinar outros que eram ruins ou não tinham utilidade pra mim... Hoje em dia, tudo é mais fácil e já conhecemos praticamente todos os golpes e suas utilidades; sem falar que eles vem com uma descrição que ajuda muito na hora de tomar essa decisão. 

Você tem uma mochila para levar seus itens, como poções, poké-bolas, sua bicicleta... Não tem lugar melhor pra guardar sua bicicleta que sua mochila. O problema é que a mochila também não é muito grande (apesar de caber sua bicicleta dentro), e é recomendado guardar alguns itens no seu PC para não ficar sobrecarregado.

Jogo foi lançado para Game Boy e portanto era em preto e branco. Mas se você possui um Game Boy Color ou um Super Game Boy, o jogo ganha uma paleta de cores tornando o visual mais agradável. O sprite dos pokémons não é dos mais bonitos, apesar de alguns deles serem bem feitos alguns são bem toscos. No mundo aberto os gráficos são mais caprichados e temos um mundo vasto e detalhado, levando em conta que foi lançado para o Game Boy original.

Esse Geodude é mais feio que bater na mãe por causa de mistura!

A parte sonora é bipolar. Ao mesmo tempo que é muito bem feita e criativa, enjoa depois de certo tempo. As músicas da batalha são clássicas e marcantes e cada pokémon emite um som durante a batalha. No mundo aberto temos uma musiquinha animada e que muda cada vez que você entra em alguma cidade ou caverna... Mas como citado, se torna enjoativa e até irritante depois de algumas horas de jogo.

Depois de conquistar as oito insígnias e vencer a Elite Quatro você volta para sua cidade natal e pode visitar todos os lugares novamente para tentar capturar todos os pokémons e completar a poké-dex. Uma coisa legal também é começar de novo o jogo escolhendo um pokémon inicial diferente ou formando equipes de pokémons diferentes... São diversas possibilidades que podem tornar a vida útil do jogo bem grande!


NOTA FINAL: 8,5
OS PRIMEIROS JOGOS DA SÉRIE TROUXERAM UMA CARTILHA QUE SERIA SEGUIDA E APRIMORADA PELOS JOGOS SEGUINTES... OS MAIS JOVENS PODEM ATÉ TORCER O NARIZ, MAS É INEGÁVEL QUE POKÉMON RED/BLUE SÃO CLÁSSICOS INESQUECÍVEIS! 
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Castle of Illusion starring Mickey Mouse (Mega Drive/Master System)

quarta-feira, 12 de outubro de 2016 Postado por P.A.


Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Sega


Lançamento: 1990


Jogadores: 1 player





Quem viveu a época dos 8-16-bits guarda com carinho na memória os jogos feitos pela Disney. A empresa sempre dava seu toque 'mágico' aos seus jogos, tornando-os inesquecíveis. Castle of Illusion  é cultuado até hoje pelos donos dos consoles da Sega... O ano era 1990,  Sonic ainda sequer havia sido lançado e Super Mario já era uma realidade. Então a Sega se uniu a Disney para colocar no mercado o camundongo mais famoso do mundo para competir com o encanador bigodudo (pelo menos até que Sonic surgisse).   

Tudo começa quando Mickey e Minnie estão dançando felizes no meio da floresta, por motivos de porque sim. Quando de repente uma bruxa chamada Mizrabel, com inveja da beleza de Minnie, resolve sequestrá-la para roubar sua beleza e juventude para si. Exato, ela quer roubar a beleza de uma camundongo fêmea... Agora Mickey precisa recuperar as sete gemas do arco-íris, que estão sendo guardadas pelos Mestres da Ilusão no Castelo da Ilusão, para resgatar sua amada. E Mickey vai fazer tudo isso, rindo e dançando... O tempo todo! 
Nem o sequestro da namorada tira o sorriso do rosto desse cara!
Nos anos 90 os jogos com temática sobre sequestro de namoradas estavam em alta... Naquela época quando uma mulher sentia inveja da beleza de outra mulher, ela a sequestrava e tentava roubar sua beleza; hoje as invejosas vão postar textões no Facebook sobre como a sociedade é injusta e impõe certos padrões de beleza e esperar ver quantas curtidas vai ter. É nisso que estamos nos tornando, meus caros amigos: escravos de curtidas. A propósito, curtam nossa página e nossas postagens no Facebook...

É legal notar a diferença gráfica nos dois consoles, mas perceber que ambas são muito bonitas. O Mega tem cenários muito mais detalhados e caprichados, assim como os sprites dos personagens na tela. Mas o Master System não fica atrás e apesar de alguns cenários só terem uma cor de fundo, todo o resto é muito bonito com um tom suave e bem leve. Os sprites também estão ótimos, principalmente do Mickey. E sinceramente prefiro a versão de 8-bits, pois mesmo com cenários mais caprichados, a versão de 16-bits às vezes parece carregada demais.

A jogabilidade é típica de jogos de plataforma: Mickey anda, pula e joga coisas nos inimigos. Mas ele ainda conta com uma arma especial: sua bunda! Sim, Mickey derrota os inimigos dando bundadas.
Ele pode atirar itens como maçãs na versão do Mega Drive, já na versão do Master ele não conta com essa habilidade, mas ele pode pegar itens do cenários como blocos e jogá-los. Mas a bundada está presente nas duas versões.
Mickey começa com três pontos de vida, mas que podem ser aumentados para até cinco.
A versão do Master System também leva vantagem na jogabilidade, pois no Drivo o jogo é um pouco lento o que pode irritar às vezes. Na versão do Master o jogo flui melhor e o personagem se movimenta mais levemente, apesar de ainda não ser tão veloz. O que resolveria esse problema seria um simples botão de correr...

Os níveis estão separados por portas, onde cada porta te leva pra um mundo diferente, sendo um total de cinco mundos. Na versão do Master System existe uma fase no castelo, antes de enfrentar a bruxa. No Mega Drive essa fase não existe; você vai direto pra luta contra ela depois de reunir todas as gemas.
Outra diferença entre as versões é que na versão do Drivo não dá pra escolher a porta que quer entrar, tendo que jogar na sequência determinada pelo jogo. Já na versão de Master é possível escolher qual fase quer jogar primeiro.
As fases da versão do Master System apresentam mais ramificações e caminhos pra seguir. No Mega Drive elas são mais lineares.

"Órgão excretor não reproduz, mas elimina os inimigos!"
(Foto: Levy Fidelix)

O jogo não é muito longo e nem muito difícil, principalmente os chefes que são bem fáceis de derrotar. Basta decorar o padrão de movimentos deles e você não perderá nem sequer uma vida nas lutas. Isso se deve pelo fato de ser um jogo da Disney e ter um público mais infantil como alvo.

No ano seguinte, o Game Gear recebeu um port do jogo, que é idêntico à versão do Master System.
E recentemente, em 2013, o jogo foi remasterizado e recebeu versões para PC, PS3 e Xbox 360 para deleite dos inúmeros fãs que puderam reviver esse clássico com gráficos repaginados.


NOTA FINAL: 7,5 (8,5 pra versão do Master System)
ENQUANTO SONIC NÃO CHEGAVA, MICKEY PREPAROU O TERRENO. ATÉ HOJE CASTLE OF ILLUSION É UM CLÁSSICO MUITO CULTUADO, SENDO UM POUQUINHO SUPERIOR NA VERSÃO DE 8-BITS, POR MAIS INCRÍVEL E CONTRADITÓRIO QUE ISSO POSSA PARECER!
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Dangerous Dave (PC)

sábado, 23 de julho de 2016 Postado por P.A.

Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: SoftDisk


Lançamento: 1990


Jogadores: 1 player




Dangerous Dave foi um jogo lançado originalmente em 1988 para Apple II, por John Romero (que seria conhecido futuramente por clássicos como Wolf 3D e Doom) para 'acompanhar' um artigo de uma revista da época, conhecida como UpTime. Algum tempo depois, Romero foi contratado pela SoftDisk que pediu a Romero e sua equipe que lançassem dois jogos para acompanhar a edição da revista daquele mês... Com prazo apertado, Romero resolveu portar seu jogo Dangerous Dave para os computadores (o outro jogo foi Catacumb, de John Carmack, também portado do Apple II).
Foi trabalhando na Softdisk que John Carmack, Adrian Carmack, John Romero e Tom Hall se conheceram e algum tempo depois se juntariam para fundarem a id Software e lançarem clássicos que conhecemos o cultuamos hoje.

Não tente pegar todos os itens, pois é impossível!

A história do jogo é digna de um filme... De um filme com Nicolas Cage e Kristen Stewart.
Clyde Cooper, é filho de um cientista da NASA (e essa informação não serve pra nada), que ganhou inúmeros troféus de skate. Você - Dave Perigoso - tem inveja das conquistas do garoto e faz uma aposta com ele pra pegar os troféus pra você. Você acaba ganhando a aposta e consequentemente os troféus, mas Clyde não gostou nada disso (óbvio!!!!) e resolveu esconder os troféus em um esconderijo de um pirata! MAS COMO CARALHOS UM SKATISTA FILHO DE UM CIENTISTA DA NASA CONHECE UM ESCONDERIJO DE UM PIRATA?
Agora cabe à você, enfrentar monstros, lava, água assassina e tudo mais que possa te matar, só pra pegar os troféus que nem eram seus, seu invejoso de merda! 

Dangerous Dave teve fortes influências do maior ícone da Nintendo: Super Mario. O design dos cenários, as warp zones, os inimigos e principalmente e o herói que pula serviram de inspiração.
O jogo contém dez fases e mais quatro áreas secretas (as ditas warp zones), sendo que a primeira fase serve como um tutorial e a dificuldade vai aumentando bastante nas fases finais.
 Os efeitos sonoros são bem simples - típicos da época - que são emitidos apenas pelo speaker do computador.

Ao longo das fases você encontrará dois itens fundamentais para sua jornada de ladrão de troféus alheios: a arma (que eu não preciso explicar pra que serve, pois todos já devem imaginar) e o JetPack (que eu também não vou explicar, pois assim como a arma, acredito que todos saibam sua função... Mas eu poderia ter explicado no tempo em que passei digitando isso aqui). Os tiros da arma são infinitos, mas só podem ser dados um de cada vez, acredito eu, pelo fato do jogo não conseguir processar dois tiros ou mais na tela de uma só vez. Já o combustível do JetPack é limitado e deve ser usado com moderação, pois muitas vezes você precisa dele para alcançar o troféu.

O objetivo do jogo, como já dito, é pegar os troféus espalhados pelas fases. Ao pegá-lo, surge a mensagem "GO THRU THE DOOR!" na parte de baixo da tela, indicando que você pode entrar na porta e ir pro próximo level.

TERRA À VISTA, CABRAL!!!!!!!

Os comandos são bem simples: com a seta pra cima você pula e com esquerda/direita move o personagem. O Ctrl atira e o Alt serve pra ativar/desativar o JetPack.
A movimentação do personagem é um pouco travada, creio que propositalmente, para dificultar um pouco o jogo. Por isso, calcule bem seus pulos pra não se arrepender.
É complicado acertar inimigos também, pois eles se movimentam (óbvio!!!!) e é preciso calcular bem o timing pro tiro acertá-los.
Tome cuidado com qualquer coisa do cenário: água, ervas daninha, fogo... Dave é muito sensível e morre pra quase tudo!

Não há um fator replay em Dangerous Dave, até porque as fases finais são muito desafiadoras e provavelmente depois de terminar o jogo, você não vai querer passar por tudo de novo tão cedo.


NOTA FINAL: 7,0
DANGEROUS DAVE É UM CLÁSSICO JOGUINHO DE PLATAFORMA DA VELHA GUARDA. DIVERTIDO ATÉ HOJE, MESMO SENDO BASTANTE DESAFIADOR NAS FASES FINAIS!
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